Quando se vai comprar um látex, dentre as diversas variáveis que se tem que definir está o acabamento. Os látex comercializados no mercado brasileiro têm três tipos de acabamentos: fosco, acetinado e semibrilho. E a escolha fica a critério do gosto do consumidor
Conforme explica Luis Mota*, diretor da LM Coatings Adviser, os diferentes tipos de acabamento são obtidos alterando-se a quantidade de polímero (emulsão) na formulação do produto. O acabamento semibrilho é o que tem mais emulsão, o acetinado tem uma quantidade média e o fosco tem a quantidade menor.
O acabamento fosco não tem brilho e ajuda a disfarçar defeitos e irregularidades nas paredes e tetos. Portanto, proporciona uma aparência uniforme em grandes áreas, mas pode acumular sujeira, manchas e tem maior tendência à proliferação de algas e fungos, além de tender a ficar lustroso com mais facilidade que as tintas mais brilhantes.
Já o acabamento acetinado possui brilho intermediário entre o fosco e o semibrilho. Sua intensidade de brilho também tem a capacidade de disfarçar imperfeições da parede e, normalmente, é uma versão que garante aquele “toque de seda” muitas vezes descrito na própria embalagem da tinta. É um acabamento que permite boa resistência à lavabilidade, mofo e algas.
O acabamento semibrilho é o que proporciona maior brilho e reflexos intensos. Indicado para superfícies sem imperfeições, fica bem em portas, batentes e janelas. Antigamente, só existiam versões à base de solvente; hoje em dia já são fabricadas tintas brilhantes à base de água.
Os três tipos de acabamentos, cada um com suas particularidades, garantem alta performance, contudo, Mota explica que os acabamentos semibrilho e acetinado ainda não possuem normatização nacional, porém, o acabamento fosco tem que atender a norma ABNT - NBR - 15079. Esta norma brasileira especifica o desempenho mínimo para três tipos de tintas foscas, a tinta látex premium fosca, a tinta látex standard fosca e a tinta látex econômica. Mota explica que o que diferencia basicamente essas três tintas foscas é a resistência, alcançada com a quantidade de emulsão utilizada na formulação. Outro ponto que, neste caso, causa diferenças é o teor do pigmento dióxido de titânio, que confere ao látex a cobertura úmida e o rendimento.
Assim, o látex premium fosco é o que tem mais emulsão e mais dióxido de titânio, o látex standard fosco tem quantidade medianas de emulsão e titânio, e a tinta látex econômica é a que tem menores quantidade sendo indicada apenas para a pintura interna.
*Para esta matéria foram consultados:
- Luis Mota, Químico Industrial com 40 anos no mercado de tintas e vernizes para os segmentos arquitetônico, manutenção industrial, madeira, aerossol e tintas industriais em geral. Exerceu cargos de Gerência e Diretoria Técnica em empresas como a AkzoNobel e Sherwin Williams e, atualmente, como diretor da LM Coatings Adviser presta consultoria técnica à Itatex Especialidades minerais. Participou nos Comitês Técnico, Cientifico e dos Congressos de Tintas e Vernizes da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas e Vernizes).
- Paint Quality Institute (PQI) - criado para fornecer informações específicas e objetivas sobre pintura e aplicações aos profissionais da área (distribuidores, arquitetos e pintores) e consumidores.
fonte:http://www.jornaldopintor.com.br/